No meu apartamento

Postado em 04/06/2013 por Ricardo Brusch

O texto a seguir foi postado no Facebook de Marcos Andrade Pereira, de 25 anos, na madrugada do dia 1 para o dia 2 de novembro, às 2:05 .

Tenho que contar o que aconteceu comigo.

Estava deitado até agora a pouco, tentando encontrar o sono que já havia perdido faz tempo, contanto as estrelas que podia ver pela janela do me quarto. Apesar de morar no primeiro andar do prédio, gosto de dormir com a janela aberta. Quando estava beirando a estrela de número cinquenta e tantos, meus olhos começaram a ficar pesados. Agradeci, pois precisava dormir logo por quê hoje pela manhã tenho um compromisso marcado e vou ter de acordar cedo. O problema é que, quando estava quase dormindo, ouvi cinco leves batidas na porta…

Querendo ou não, isto me despertou. Eu levantei e fui até a sala. Olhei pelo olho mágico e não havia nada além de um corredor escuro. Não satisfeito, peguei minha chave e coloquei na fechadura, coma intenção de destrancar a porta e ver se realmente não tinha nada por ali. Para minha surpresa (e decepção), a porta não estava trancada. Vivo fazendo isso. Vou dormir, fecho a porta mas não tranco ela à chave. De qualquer forma, isso só facilitou meus planos. Girei a maçaneta e espiei pelo corredor, não vendo nada além de outras 3 portas fechadas, a caixa do extintor de incêndio e uma mancha nojenta que tinha na parede, desde muito antes de me mudar para cá, e tudo isso muito mal iluminado pela claridade refletida da lua sobre a porta de vidro da entrada do prédio. Tornei a entrar, e desta vez chaveei a porta, para poder (tentar) dormir mais tranquilo.

É incrível como a noite nos prega peças. Deitado na minha cama comecei a pensar no que aconteceu. Será que foi algum vizinho que bateu na minha porta só pra sacanear? Ou será que foi fruto da minha imaginação, regada pelo sono que batia na hora? Independente do que for, eu estava certo que não deveria me preocupar, até uns 20 minutos atrás.

Fui me ajeitar na cama, tentando ficar da maneira mais confortável possível, e desejando pegar no sono de qualquer forma, quando viro meu corpo em direção à porta do quarto e eu vejo… Ai meu Deus, acho que nunca tomei um susto tão grande na minha vida. Tinham, eu tenho certeza que tinham, dois olhos brancos, extremamente brancos, já que era a única coisa que se destacava na escuridão do meu quarto, me espiando. Foi tão rápido que quando realmente tentei focar neles, eles já não estavam mais lá. Parecia que alguém tinha colocado a cabeça ali só para me observar. Decidi que a partir de hoje não durmo mais com a porta aberta. O medo era tanto que demorei um pouco para atinar a levantar e ir em busca daquilo que me espiava. Não sabia se queria ou não descobrir se havia alguém lá. Se houvesse, eu estaria sendo espiado por um possível psicopata. Se não, estaria sendo espiado por um espírito. De qualquer maneira, minha noite de sono já estava ferrada mesmo. Levantei então e fui direto à sala, acendendo todas as luzes possíveis. Nada no corredor do meu apartamento, nada na sala nem na cozinha. Nada também no quarto de hóspedes, que uso como escritório e onde estou agora escrevendo isto agora. Definitivamente só pode ser uma destas duas situações: estou imaginando coisas ou estou precisando fazer uma limpeza espiritual nesse apartasipfdjmsdfojnierfa aeroianganfegjenoriagegn oreig oiergneiooep bberpp/

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OLÁ,

Me chame de Mort.

Como é doce o cheiro do sangue fresco neste ambiente. Ahhh, e como é prazeroso estar com as mãos rubras deste líquido tão gostoso. Este verme inútil atirado aqui ao meu lado pelo menos serviu pra algo. Na verdade, muito mais do que esperei que ele fosse servir. Este inútil / fútil já estava indo postar nas redes sociais tudo de “sobrenatural” que aconteceu com ele esta noite… HAHAHAHAHAHAHA… Palhaço, imbecil… Não acredito que ele não percebeu que as batidas na porta vinham de DENTRO e não de fora… chegou a ser cômico ficar observando, em um dos cantos escuros da sala, o babaca espiar pelo olho mágico, e depois a cara do infeliz de surpresa e preocupação quando viu que não tinha trancado a porta. O inútil é tão burro que mesmo se tivesse acendido a luz naquele momento não teria me visto escondido lá. Não tê-lo atacado ali mesmo, na sala, foi arriscado, mas queria ver até onde conseguia ir… E vi. Espiar o babaca pela porta do quarto também foi divertido, e mais ainda foi ver o pavor nos olhos dele ao ver os meus, e muito mais divertido ainda foi ver que ele procurou pela casa inteira por alguma coisa, menos no banheiro… Estava pronto para atacá-lo naquele momento, mas ele passou reto por aquela porta, ignorando completamente a peça onde eu estava. Tive que me segurar para não rir. E ainda tem mais. Esse maluco voltou e passou de novo por ali até chegar nessa merda que ele chama de “escritório”… HAHAHAHAHAHA queria que vocês que estão lendo “A morte do seu amiguinho” agora pudessem dar uma olhada nisso… Mesmo se limpasse do piso branco e da mesa todo o sangue que o babaca derramou enquanto eu o esfaqueava e esfregava sua cabeça no teclado do computador, esta peça não poderia nem ser chamada de “quarto”… Isso aqui é um lixo. Ele era um lixo. Tão fissurado nas redes sociais que antes mesmo de comprovar que estava sozinho neste apartamento, veio direto escrever no “face” o que aconteceu. Como se alguém se importasse com a vida de merda que ele deveria ter… Até acho que fiz um favor para ele matando-o… Tão desligado que nem percebeu que estava colado atrás dele, lendo exatamente TUDO o que ele escrevia e rindo por dentro com a situação… Essa praga mereceu morrer. E aproveito agora, antes de arrancar as tripas desse infeliz e levá-las para meus cachorros se deliciarem, para completar o “testemunho” do cadáver e utilizar das redes sociais DELE MESMO, para anunciar a sua morte, por assassinato, pelo simples motivo de ser um babaca viciado em internet. Feliz dia de Finados a todos.

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